O nosso “Boinas” continua ausente. Desta vez, perdeu o bilhete de avião… Como tinha um Smart Forfour à sua espera, Luís Filipe Borges passou o volante ao também humorista António Raminhos que, no espírito do “Regresso ao Futuro”, aproveitou e ainda fez uma viagem ao tempo em que conduziu pela primeira vez um Smart.

Lembro-me da primeira vez que conduzi um Smart. Foi um Fortwo de primeira geração. Era um dos carros do jornal onde trabalhava, “A Capital”. Fui para a garagem sozinho e estive 20 minutos a tentar perceber como é que conseguia meter a marcha atrás naquilo. Resultado? Passei um bom bocado a empurrar o carro para trás, depois a entrar e a andar para a frente, depois saía e empurrava um pouco mais para trás, até conseguir fazer a manobra. Uma bonita figura que impressionou as estagiárias de serviço.

Como se não bastasse, os primeiros quilómetros foram de massacre do peito. Graça à caixa automática, algo que nunca tinha visto, pelo menos umas dez vezes meti o pé no travão para engatar as mudanças. O impacto era de tal forma que se fosse preciso reanimar um morto eu dizia “rápido, mete-o num carro automático, acelera e trava como se fosses meter a terceira!” Ainda hoje tenho as marcas no peito. Se alguém me pergunta: “Então o que foi isso? Iraque 2002?” “Não, Smart 2001”.

Hoje, as regras do jogo mudaram. Já todos estamos habituados a carros com caixa automática, Bluetooth, USB, GPS, ABS, LEDs... Passados 14 anos pegar noutro Smart deve ser como os Descobridores portugueses, que passaram anos no mar e depois voltaram a ver uma mulher. Queremos tocar em tudo e mexer em tudo e ficamos encantados com tudo!

Um homem percebe que está a ficar velho quando a maior parte dos carros já nem traz leitor de CD! Leitor de CD! Eu ainda sou do tempo que havia leitor de cassetes e, hoje, a maior parte dos miúdos nem sabe o que isso é! Aliás, se alguém pergunta o que é uma cassete o mais certo é responder “ah isso é uma capa para o iphone”.

Mas estes novos modelos do Fortwo e Fourfour trazem até uma nova aplicação para smartphones que permite algo incrível. Faz com que todos os comandos da consola passem para o telemóvel como rádio, GPS, telefone, registos de velocidade ou consumo. Sendo que o consumo aparece como um Smart a andar numa paisagem muito bonita e quando aceleramos essa paisagem vai perdendo as árvores, as flores, os passarinhos... e fica um deserto. Até dá vontade de andar a gastar mais gasolina só para ver o desenho mudar!

É um carro de cidade, mas acima de tudo pode ser muito mais do que isso. Pode ser um carro divertido e poupadinho, com consumos a rondar os 4 litros! Mais do que um Smart Forfour é um Smart muito fofo.

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