Pela 17ª vez, a Porsche venceu as 24 horas de Le Mans, 17 anos após a sua última vitória, que datava de 1998. Bateu a Audi, que venceu 13 edições, desde 2000, num duelo entre marcas do mesmo grupo.

Um ano depois de ter voltado à categoria rainha das 24 horas de Le Mans (ver vídeo) e do campeonato WEC, a Porsche venceu a clássica de “endurance” francesa, consolidando o seu lugar de marca com mais vitórias na prova. Para o conseguir, teve que vencer um duelo muito disputado com a Audi, que nas últimas 16 edições da prova só não ganhou três vezes. Depois de ter conseguido a pole position nos treinos, a marca de Estugarda dominou grande parte da prova com os seus três 919 Hybrid a revezarem-se no comando, que por poucas vezes também pertenceu aos Audi R18 e-tron quattro. Com estratégias de corrida semelhantes, acabaram por ser os problemas mecânicos a deitar por terra as aspirações da marca de Ingolstadt, mas não só. Ao contrário do que tem acontecido nas provas do WEC deste ano, a Porsche conseguiu manter, em largos períodos da prova, o mesmo ascendente que tem registado nos treinos, terminado as 24 horas com dois carros nos dois primeiros lugares, deixando o melhor Audi a duas voltas. A vitória acabou por sorrir à tripla de pilotos Hulkenberg/Bamber/Tandy. As duas outras marcas que também estavam inscritas na mesma categoria, a dos protótipos híbridos LMP1-H, Toyota e Nissan, tiveram destinos diferentes. O Toyota TS 040 Hybrid, coroado campeão do WEC 2014, nunca mostrou ritmo para acompanhar os carros da frente, apesar de uma excelente fiabilidade mecânica, terminando nos 6.º e 8.º lugares. Quanto à Nissan, que inscrevia o revolucionário protótipo de tração à frente GT-R LM Nismo, sofreu muitos problemas mecânicos e nunca teve potência suficiente para andar sequer perto dos líderes, não conseguindo classificar nenhum dos seus três carros.

Num dos maiores contingentes de sempre de pilotos portugueses, pode dizer-se que os resultados ficaram muito aquém do andamento demonstrado. Filipe Albuquerque, chegou a liderar a prova no seu Audi, mas problemas no sistema híbrido atrasaram-no, terminando na 7ª posição. Pedro Lamy, liderava com duas voltas de vantagem a Classe LMGTE Am, quando o seu colega de equipa Dalla Lana se despistou, destruindo o Aston Martin a menos de uma hora do fim. O protótipo CLM P1/01 – AER, da classe LMP1, tripulado por Tiago Monteiro teve imensos problemas, não se conseguindo classificar; no caso de João Barbosa a principal questão foi a inadequação dos pneus ao carro e a lentidão dos seus companheiros de equipa, terminando em 12º da categoria LMP2 com o Ligier JS P2 Judd e Rui Águas também conheceu vários entraves mecânicos, no seu Ferrari 458 Italia, classificando-se em 4º lugar dos LMGTE Am.

 

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