À medida que cumpre os troços do Rali de Sanremo, Bruno Magalhães perde a apreensão que sentiu nos reconhecimentos da prova e está cada vez mais confiante.

Bruno Magalhães

As três primeiras especiais do Rali de Sanremo foram muito positivas para Bruno Magalhães e Paulo Grave. O lisboeta sente-se cada vez mais confiante e motivado. "Se no início da prova me perguntassem o que sentiria se terminasse o primeiro sector na 11ªa posição eu diria que estava felicíssimo", confessa o piloto.

 

No global, a primeira ronda pelas especiais Rosa, Margherita e Mimosa correu muito bem, mas, à chegada do parque de assistência, o piloto do 207 S2000 da Peugeot Portugal sentia que podia ter feito mais, especialmente no último troço da secção. "Havia musgo nas zonas em que passávamos debaixo das árvores e o carro escorregava um pouco. Perdi alguma confiança e sinto que não vim bem até ao fim."

 

De qualquer forma, Bruno Magalhães estava muito satisfeito, especialmente depois de ter visto o tempo realizado na segunda especial do dia. "Optei por levar pneus para piso molhado e, no segundo troço, estava completamente seco. No entanto, o tempo que fizemos (sétimo, ndr.) foi espectacular. No final, os pneus estavam um pouco gastos e, como na terceira especial o piso estava novamente molhado pensei que não devia arriscar."

 

Por fim, neste processo de aprendizagem, Bruno Magalhães já teve de fazer algumas alterações, nomeadamente no que diz respeito às notas do primeiro troço. "A primeira especial era muito rápida e senti que as notas estavam um pouco lentas", assumiu.

 

O piloto português regressa agora à estrada pela noite dentro. A última especial do dia, Ginestra, tem 44 quilómetros e o primeiro a “lutar” contra o cronómetro tem partida prevista para as 22h57m (mais uma hora do que em Lisboa, ndr.). Magalhães confessa que já não guia nestas condições "há seis anos” e que: “Como o piso está molhado ando sempre à procura." Apesar de algum receio perante as adversidades, o único participante luso no Rali da Sanremo está confiante para continuar a aprendizagem nesta que é a sua estreia numa prova “fora de portas”.

 

Uma última nota de destaque para o facto de, no final da primeira secção, Bruno Magalhães ser o quarto melhor estrangeiro e, também, o quarto melhor ao volante de um Peugeot 207 S2000.

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