Com visual inspirado no 240Z, o estudo que estreia no Salão de Frankfurt indica o caminho para uma reinvenção da submarca Z.
A Nissan está em vias de criar uma submarca de vocação desportiva Z e o Gripz concept (ver vídeo), apresentado hoje no Salão de Frankfurt, na Alemanha, poderá dar origem ao seu primeiro avanço, um crossover “Z” do segmento B.
O estudo Gripz resulta de um esforço entre a equipa de designers japonesa e europeia (sediada em Paddington, no Reino Unido) da Nissan. Apesar do visual moderno, a principal inspiração deverá ter sido o clássico 240Z, o modelo de ralis que venceu o East African Safari Rally de 1971. Além disso, o design original e agressivo do crossover compacto de quatro portas inspira-se em bicicletas desportivas, pontificando na secção dianteira uma grelha em forma de “V”, faróis em formato de boomerang na dianteira e na traseira, capot e spoiler traseiro em fibra de carbono, cobertura do motor com tampa em preto, linha de tejadilho flutuante e um pilar C de aspeto pouco convencional. Destaque ainda para as jantes de 22 polegadas e barras de tejadilho de duas cores. Segundo a marca nipónica, o objetivo é conjugar o sentido prático e habitabilidade de um crossover com um “novo tipo de carro desportivo radical”.
Quando chegar à produção, este modelo deverá “substituir um modelo atual”, segundo a Nissan. Deverá indicar um sucessor do 370Z. Ao mesmo tempo, aponta para a direção da próxima geração do Juke. O Gripz tem 4100 mm de comprimento, ou seja, é ligeiramente mais curto que Juke. A linha de tejadilho é 65 mm mais baixa, é 135 mm mais largo e tem uma distância entre eixos 50 mm superior ao atual crossover.
O interior tem quatro lugares individuais, mistura decorações em cinzento mate e um vermelho alaranjado, tubos à mostra, bancos e consola central com inspiração em bicicletas de competição. Tem um volante de três raios, que remete para os carros de ralis.
A Nissan não divulgou detalhes técnicos do concept, adiantando apenas que tem um sistema propulsor híbrido PureDrive. Em causa está um motor turbo a gasolina, que funciona como extensor de autonomia, a operar em conjunto com blocos elétricos que proporcionam tração integral. Quase chegar à produção deverá utilizar a nova plataforma da aliança Renault-Nissan CMF AB, que permite tração dianteira e integral, prevista também para o Juke e para o Micra.
