O Yaris híbrido é o mais evoluído e refinado, mas o “mil” é o mais procurado de toda a gama. Não admira: o preço e o equipamento justificam a concessão ao menos potente.

A fórmula não é nova: um Yaris, competente em espaço, em apuro técnico e em equipamento, com um “pequenino” motor 1.0 de 69 cv. É uma configuração suficientemente convincente para se tornar na mais procurada no nosso mercado, muito à frente das vendas do Diesel de 90 cv e bastante acima do híbrido – ainda que a Toyota aposte em equilibrar a balança entre as duas versões que se alimentam com gasolina.

Acontece que o 1.0 VVT-i não é tão refinado como o 1.5 HSD, que usa parâmetros mais focados no conforto de rolamento e de utilização. O ruído do motor do três cilindros “mil” não é terrível, mas faz-se notar com a rotação a subir, tanto mais que o binário é curto, a velocidade máxima não chega aos 160 km/h e a evolução do taquímetro dá a ideia do escalonamento da caixa ser muito curto. O desempenho do Yaris é seguro, suficientemente previsível para nos manter a salvo de imprevistos, assente num desempenho consentâneo para a contida capacidade de impulso do motor. Não é a dinâmica mais referencial da classe, mas de nada se envergonha.

O renovado Yaris, com a sua nova imagem exterior marcada pelos novos faróis e grelha, continua a ser bem construído, com acabamentos razoáveis e uma ergonomia ainda melhorável. O argumento mais convincente permanece o preço, sobretudo quando pensamos que, por 15 840€ podemos ter a versão Confort, que a Toyota oferece o Pack Style. Dá que pensar. Há rivais com mais equipamento, sim, mas normalmente colocam a fasquia nos 18 mil euros ou mais...

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