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Aguarde alguns instantes para que a galeria carregue. Navegue usando as setas. Este “restyling” do Mercedes SL não enceta uma nova geração, já que a plataforma é a mesma, mas existem alterações estéticas e alguns "retoques" mecânicos suficientemente importantes para podermos dizer que se trata de um "novo" SL. Na frente, os "olhos" que caracterizaram o SL nos últimos anos desapareceram e deram lugar a umas ópticas com traços mais rasgados, numa mistura dos que encontramos na gama S com os do CLS. A agressividade está mais patente no novo "olhar" do SL e os dois veios no capot, em conjunto com a nova grelha maior e mais pronunciada, proporcionam ao SL uma imagem mais vincada e atractiva.
A discrição já não permanece tanto como anteriormente e agora o SL é olhado ainda com mais cobiça e por maior número de pessoas. As "guelras" laterais foram redesenhadas, tal como os retrovisores, que englobam os "piscas" em led. Existem, igualmente, novas jantes de 19 polegadas, como é o caso das que estão presentes neste ensaio (fazem parte do pack desportivo presente nesta unidade).
A bordo, a qualidade continua no topo. Os revestimentos são elaborados com materiais de elevado padrão e os acabamentos são de um rigor extremo. O painel de instrumentos é novo e traz para o repensado habitáculo do SL mais áurea desportiva. A remodelada consola central está mais actual e o novo volante de três raios completa a imagem mais dinâmica.
Mas as novidades não se resumem à estética. O motor 3.5 tem agora 316 cv, face aos 272 cv que possuía anteriormente, resultado de algumas alterações que a Mercedes efectuou no V6 (ver caixa). Infelizmente, com estas enormes jantes de 19 polegadas, as melhorias registadas nas nossas medições não foram significativas face ao anterior SL 350 de potência inferior, que trazia montadas jantes de 17 polegadas e pneus de medidas mais estreitas.
No entanto, percebe-se que o novo motor 3.5 V6 entrega a potência de forma convincente e linear, não existindo quebras de progressão em nenhuma faixa de regime. A facilidade com que ganha velocidade, mesmo quando rolamos já a ritmos mais elevados, continua a surpreender pela positiva. Só que, a estas velocidades, o SL não mostra uma frente tão precisa quanto seria de esperar.
Em estradas sinuosas, a nova direcção é rápida a reagir às intenções do condutor, mas a informação que nos chega às mãos podia ser mais transparente. De qualquer forma conseguimos curvar rápido e de forma eficaz com o SL, mas o roadster alemão continua mais indicado para condutores pouco exigentes quando se trata de empenho na condução. Até porque, quando atacamos as curvas de forma mais dinâmica, o SL retribui com uma ligeira subviragem inicial. Esta pode ser neutralizada por um normal aliviar do pé no acelerador, o que faz do Mercedes uma escolha pouco indicada para este tipo de condução: a apetência dinâmica continua a não ser uma mais valia e o envolvimento que este Mercedes nos oferece para uma condução desportiva não é a ideal.
Por outro lado, o SL é um rolador nato e, aí sim, faz valer face aos concorrentes as suas qualidades de conforto e facilidade de condução. A caixa automática 7-Gtronic combina na perfeição com o SL. É bastante rápida na transição entre mudanças quando queremos andar mais rápido e é extremamente suave em ritmo de passeio.
No "novo" SL nem a sonoridade foi esquecida. A nova linha de escape oferece ao V6 um bonito e audível trabalhar. Rouco nas baixas rotações, mais aberto por volta das 3000 rpm e de timbre metálico para lá das 5000 rpm. Mas este é um concerto acessível a muito poucos. O SL começa nos 114 mil euros e, a partir deste preço base, pode olhar para a lista de opcionais e começar a "aplicar" o seu dinheiro. Por exemplo, este SL 350 aqui presente possui, entre outros opcionais, sistema de navegação, airscarf, cruise control activo e bancos aquecidos com memória ascende aos 132 949 euros. Bons sonhos! Ficha técnica | 
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