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Estradas portuguesas têm limites abaixo do aconselhável
20 January 2010 10:25
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Um estudo desenvolvido pela Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), que está a analisar os limites de velocidade adequados a cada troço rodoviário, veio mostrar que mais de metade das estradas portuguesas apresentam limites de velocidade abaixo do devido.

Ana Bastos, investigadora do projecto e especialista em transportes e segurança rodoviárias, revelou que a inadequação do limite de velocidade às características da estrada «viola as naturais expectativas do condutor, que acaba por as transgredir», o que origina um «descrédito total» destas regras.

«Mais de metade dos troços rodoviários em Portugal estão com limites de velocidade abaixo do que deviam. É muito recorrente o limite de 50 km/h em zonas onde não há casas nem outros conflitos laterais», explicou a docente da FCTUC.

«O que se tem feito em Portugal, em estradas que atravessam localidades, é colocar um semáforo de limite de velocidade. O efeito é instantâneo, mas a reacção do condutor, imediatamente, a seguir será aumentar de novo a velocidade», acrescentou.

Para Ana Bastos, este conjunto de situações resultam da inexistência, em Portugal, de critérios técnicos que estabeleçam os limites de velocidade consoante o tipo de vias e troços a que se aplicam.

O projecto, «Safespeed - Estratégias de Gestão de Velocidade», teve início há um ano e pretende criar um sistema que permita adaptar o limite de velocidade legal e real às características da via, obrigando o condutor a respeitar esse limite através de instrumentos de «coacção física e psicológica».

O estudo, que deverá estar concluído dentro de dois anos, abrange a zona Norte do país, nomeadamente Famalicão, Guimarães, Braga e Felgueiras, mas pretende que as suas conclusões sejam aplicadas por todo o território nacional.

O «Safespeed - Estratégias de Gestão de Velocidade» está a ser desenvolvido em conjunto com a Faculdade de Engenharia do Porto (FEUP) e a Universidade do Minho, e conta, ainda, com o apoio da Autoridade Nacional da Segurança Rodoviária.

 






Visto:

Comentários (22)
1. Escrito por JM em 20-01-2010 10:40 - Visitante
 
 
Para que é que se gastam milhões a fazer túneis para andar a 50 km/h? Para andar a 50 poupava-se o dinheiro dos túneis.
 
2. Escrito por João em 20-01-2010 10:50 - Visitante
 
 
Se é para subir os limites estou de acordo. Só não percebi foi "instrumentos de coacção física e psicológica"
 
3. Escrito por Boris em 20-01-2010 11:05 - Visitante
 
 
Um estudo deveras interessante! Mas que já muita gente se apercebeu disso há muito tempo. Tirando os "empatas" transito que saiem para a estrada em hora de ponta com as suas Bedford a cair de podres e que acham que 50 já é muito, todos os outros condutores sabem que a velocidade permitida por lei na grande maioria das estradas é imcompreensível, desajustada e até constitui menosprezo. Se o limite de uma estrada aberta, com faixas de circulação grandes, sem passadeiras, sem perigos eminentes, é de 50 km/h em alguns casos, o condutor julga tão abusivamente ridículo que nem pensa em cumprir! Se fosse de 70 km/h, secalhar até em vez de passar a 90, cumpria os 70 km/h, porque não foge tanto á realidade. As sinalizações das estradas estão muito mas muito ridicularizadas por defeito. Não me pareçe que seja assim que se educa condutores, porque simplesmente não existem motivos nem paciência para nos sentirmos culpados por irracionais cálculos.
 
4. Escrito por bruno gomes em 20-01-2010 11:06 - Visitante
 
 
isto é que são pessoas intelegentes, áté percisaram de fazer estudos........ mas que grande novidade que descrubiram sim senhor......... 
 
eu já podia patentiado a descoberta há mais de 15 anos mas estes gajos tramaram-me.
 
5. Escrito por nseik em 20-01-2010 11:21 - Visitante
 
 
Outro limite ridiculo e o limite de 120km/h nas auto estradas, quando e completamente seguro em qualquer auto estrada circular a 150Km/h!!
 
6. Escrito por serrão em 20-01-2010 11:28 - Visitante
 
 
Então se também fizessem um estudo a justificar radares em linhas rectas...era outro resultado igual. 
 
Bem vindos ao mundo da Caça-à-Multa!!
 
7. Escrito por A Gonçalves em 20-01-2010 12:15 - Visitante
 
 
...pessoalmente não me sinto coagido a ultrapassar os limites de velocidade! A gestão das expectativas goradas devia ser vista numa óptica de bom senso e precaução. A ansiedade e a vontade desmedida de infringir o que está correctamente estabelecido é qeu provoca acidentes. para além disso. Qual a vantagem de se subir os limites!? Menos acidentes!? Menos consumo de combustível e por conseguinte menor produção de gases com efeito de estufa!?...O cumprimento da lei é antes de mais uma questão de educação rodoviária!
 
8. Escrito por JB em 20-01-2010 12:32 - Visitante
 
 
Ò "A Gonçalves" deves ser um santo! Não à muitos e ainda bem. Chama-se a isso conformismo. Se está mal muda-se! Sabes os custos em constuir mais estadas sem optimizar as existentes? Nunca foste, por exemplo para o periferico de Paris? É tipo autostrada/Segunda Circular mas tudo a 120 em plena hora de ponta! Acidentes: alguns mas pouco graves pois andam todos a essa velocidade! 
Espero que sejas apanha do a 51Km/h numa estrada de 50 no meio do nada!
 
9. Escrito por nseik em 20-01-2010 12:58 - Visitante
 
 
Caro/a A Gonçalves, la porque voce pertence aquela categoria dos que nao andam nem deixam andar, nao quer dizer que todos sejamos assim... 
Alem disso onde esta a prova cientifica de que por exemplo andar 90Km/h numa estrada com limite de 80Km/h vai causar mais acidentes?? Nao e isso mesmo que este artigo esta a por em causa, que os limites de velocidade sao decididos de uma forma quase arbitraria sem qualquer estudo de base?
 
10. Escrito por Walawifi em 20-01-2010 13:59 - Visitante
 
 
Concordo plenamente com esta noticia. 
O desajuste dos limites de velocidade e não só (por exemplo STOPs) leva a que nós condutores pensemos porque raio havemos de cumprir algo que não tem sentido absolutamente nenhum. Assim sendo, estes limites demasiados restritivos levam-nos ao pensamento do desrespeito pelas regras e eventualmente acabamos a desrespeitar até as regras que estão bem feitas. 
Quanto ao facto de dizerem que não diminui os acidentes, é bem possivel, mas melhorava imensamente a fluidez do trânsito, que afinal de contas é um dos principais principios da educação rodoviária.  
Quanto ao facto referido de meio de coacção físicos e psicológicos acho também muito acertado, dando por exemplo o seguinte: 
Se tenho uma estrada com inúmeros cruzamentos, então faz-se uma estrada com faixas algo mais reduzidas, isto vai provocar nos condutores a sensação de insegurança e eles vão reduzir, adequando a velocidade ao local.Claro que as faixas iam continuar a dar para passar um carro à vontade, o condutor é que ia ter a sensação que não dava. 
Isto tendo como principio que os condutores são responsáveis, o que também nem sempre se verifica.
 


 
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