Previsto para 2021, o quarto modelo da gama da marca italiana deverá ser um gran turismo que partilhará a plataforma com o Porsche Panamera.

Depois do Urus, a Lamborghini não será a mesma. Mas, segundo disse à Autocar o diretor comercial da marca de Sant’agata Bolognese, é preciso refrear os ânimos, uma vez que o SUV - que deverá permitir duplicar as suas vendas em poucos anos - ainda não foi lançado. Segundo o italiano, o Urus é apenas o primeiro passo – “um enorme passo e há muitas possibilidades em aberto”. Há algum tempo que se vem especulando qual poderá ser o caminho do emblema italiano, depois dos supercarros Huracán e Aventador, e agora do Urus (que será mostrado em dezembro), sendo que o mais provável é que aproveite uma plataforma já existente do grupo Volkswagen para o seu próximo projeto.

A nova gama, a lançar em 2021, poderá ser um gran turismo de quatro portas e quatro lugares (na imagem o Estoque concept de 2008, que já explorava essa possibilidade), com motor de colocação dianteira, a produzir a partir da mesma base MSB do Porsche Panamera e do Bentley Continental GT. Num cenário mais remoto, a marca italiana poderá vir a fazer a uma plataforma com recurso a muitos elementos em fibra de carbono, naquele que poderá ser um sucessor espiritual do Miura. Contudo, o facto de não poder servir para outros modelos do grupo, como o novo Audi R8, afasta quase por completo este cenário.

O Urus alterará por completo a base de clientes da Lamborghini”, admite Foschini. Como tal, confiando no sucesso do SUV, que motivou um forte investimento na fábrica em Itália, será possível apostar num modelo mais familiar, que funcionará como ponte para a restante gama. Recorde-se que a Lamborghini lançou na década de 1960 o Espada, e pouco depois o Jarama, ambos com um formato coupé de quatro lugares.

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