O projeto Flow.me pretende ser uma espécie de táxi autónomo que anda por terra e pelo ar.

Resultando de cerca de uma década de trabalho e criado pelo Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produto (CEiiA) em parceria com entidades brasileiras e empresas portuguesas especializadas no setor automóvel e aeronáutico, o Flow.me é uma fusão entre um carro autónomo e um drone, sendo capaz de andar em estrada ou pelo ar, consoante a conveniência. O drone surge acoplado ao veículo, possibilitando a sua descolagem e voo em áreas específicas, com os parques logísticos em zonas industriais, onde começará a ser testado numa fase inicial a partir da primeira metade de 2019.

O veículo com cerca de 3 metros de comprimento tem capacidade de carga até 500 kg, podendo ser configurado para dois ou quatro passageiros. Possui um motor elétrico com autonomia para 200 km (cujas baterias carregam em cerca de 80% em 30 minutos). O sistema aéreo com cerca de 6 metros de comprimento proporciona uma autonomia entre 3 e 6 horas de voo. O Flow.me funciona com três blocos principais: um habitáculo (para passageiro e mercadoria), um sistema de locomoção rodoviário (autónomo e que funciona como doca para acoplar o habitáculo, estando preparado para circular de forma independente de acordo com as solicitações de serviços) e um drone (semelhante a um helicóptero).

Contudo, mais tarde, o objetivo é que o Flow.me seja associado ao transporte de pessoas e serviços de car sharing ou on-demand em cidades, com o objetivo de ser uma solução de mobilidade urbana. O veículo estará ligado em tempo real com uma plataforma de gestão de mobilidade criada pela CEiiA. O projeto conta com um investimento global estimado de 18 milhões de euros. O objetivo é colocar este carro-drone no mercado em 2022.

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