Trocar Nova Iorque, onde se realiza um dos mais famosos salões de automóveis do mundo, por uma herdade do concelho de Arraiolos, pode parecer loucura, no entanto foi o que fizeram, em 2015, Alberto Weisser e Gabriela Mascioli, casal de brasileiros mas cidadãos do mundo, com uma carreira profissional brilhante na Big Aple. Não se limitaram a comprar a Herdade de Coelheiros, na freguesia de Igrejinha: fixaram residência lá. Sob o domínio da família Silveira, os anteriores proprietários, produz vinho desde 1991. É nos 800 hectares de Coelheiros que se encontra também um dos maiores pomares de nogueiras da Península Ibérica, com 40 ha, a juntar aos 50 de vinha, sendo o restante montado e pasto onde coabitam ovelhas veados e gamos. A enologia, anteriormente a cargo de António Saramago, está desde o final de 2016 entregue a tempo inteiro a Luís Patrão (ex-Esporão), que com Alberto Weisser levou a cabo a reformulação de toda a gama, que agora abarca cinco vinhos, a gama de entrada Coelheiros, branco e tinto (10€), Tapada de Coelheiros, branco e tinto (30€) e Coelheiros Vinha do Taco (45€). Do Chardonnay (45€), a colheita de 2016 é a última porque a vinha já não existe.

Coelheiros 2016 branco (10€) –Um arinto de inox (70%) e barrica, muito fresco e elegante, com notas de casca de tangerina e um toque de hortelã.

Tapada de Coelheiros 2013 tinto (30€) –  Cabernet Souvignon e Alicante Bouschet numa combinação vencedora entre a potência e a frescura do Cabernet e a textura e a cremosidade do Alicante.

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