O Cooper S Clubman é mais divertido de conduzir, mas este Cooper SD custa quase o mesmo, gasta menos e tem prestações similares. É uma espécie de vencedor na secretaria...

A anterior geração Clubman veio desbravar novos territórios para o Mini, mas, apesar do inegável acréscimo de versatilidade, estava longe de ser um verdadeiro familiar. A atual geração Clubman cresceu e, com isso, ganhou espaço para pessoas e bagagens, mas nunca perdeu de vista a proverbial irreverência. Se, até agora, a versão mais focada no prazer de condução era a Cooper S de 192 cv, a chegada da variante SD vem colocar em causa esta hierarquia. Uma visão simplista dos números anunciados assim o indicia. A potência separa-os por apenas 2 cv (192 cv contra os 190 cv do Diesel), o peso por 25 kg se bem que as prestações anunciadas sejam praticamente iguais. Aliás, não fosse o piso molhado, e as nossas medições confirmariam a proximidade dos valores declarados. O Cooper SD é marginalmente mais caro (1500€), mas gasta consideravelmente menos e de um combustível mais acessível. Até o IUC é praticamente igual.

Mas ao volante as diferenças acentuam-se. A chuva que se fez sentir penalizou o SD, que tem 400 Nm de binário e uma entrega de potência mais intempestiva. O Cooper S “só” tem 300 Nm de binário, mas estão disponíveis logo às 1250 rpm e tem uma faixa de utilização mais ampla. O resultado foi um acentuar das perdas de motricidade no SD, que nem as enormes jantes de 19” conseguiam contrariar, e uma maior tendência subviradora. Por outro lado, a superior disponibilidade de binário em médios regimes torna o Cooper SD o “rei das ultrapassagens”, com recuperações canhão e uma sensação de força muito mais vincada.

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