A nova Ford Ranger destaca-se pela inspiração na potente e desportiva F150 Raptor (é a maior do segmento) e por níveis de equipamento e conectividade inéditos numa pick-up, sobretudo nas versões mais equipadas Limited e Wildtrack.

As pick-up estão a renascer e a nova Ford Ranger é uma das mais recentes propostas, com uma gama de dois motores Diesel (2.2 TDCi com 160 cv e o poderoso cinco em linha 3.2 TDCi de 200 cv, ambos com opção de caixa automática de seis velocidades) e quatro níveis de equipamento: XL, XLT, Limited e Wildtrack (só com motor de 200 cv).

Em Portugal todas Ranger possuem tração 4x4 selecionável por meio de botão rotativo, que permite comutar entre tração traseira e integral até aos 120 km/h, e uma XL de cabina dupla começa pouco acima dos 37 000€, enquanto uma bem equipada Limited como a que está nesta página fica ali a roçar os 42 000€. Adicionando o Pack Driver Plus (cruise control ativo, assistente de máximos, avisos de saída de estrada e de colisão), Pack Off-road, pintura metalizada, navegação, câmara traseira e sensores e preço sobe a 45 000€. Mas depois há (bons) descontos.

É verdade que o requinte e conforto não é os mesmos de um SUV, mas também nenhum SUV possui a multiplicidade de talentos de uma pick-up. Por exemplo, com a opção (sem custos) pelo diferencial mais curto a Ranger pode rebocar até 3500 kg e transportar quase tudo, em quase todas as condições; a profundidade de vau é de 800 mm. Já a unidade testada, com a relação final mais longa em benefício de consumos e emissões mais reduzidos, o peso rebocável fica-se pelos 1800 kg. Em contrapartida, o rolamento em estrada e autoestrada é refinado, com o motor bem isolado, e os consumos bastante reduzidos. O reverso da medalha está na necessidade de recorrer com frequência a mudanças baixas e regimes altos quando queremos praticar uma condução mais rápida, com os consumos a registarem aumentos que podem ser superiores a 50%. E a Ranger até dá gosto de conduzir depressa, pois a suspensão (para o firme e saltitante a baixa velocidade) permite um excelente controlo de carroçaria em curva e boa estabilidade. A direção é muito leve, rápida e precisa, tal como a caixa, e os travões mais potentes e com melhor tato do que é norma no segmento; a Ranger tem algo de um Focus grande, com comandos progressivos e oleados, bem como um equilíbrio natural de comportamento.

Por fim, fora de estrada destacam-se a robustez e a qualidade do amortecimento, sendo que, em 4x4, o modo ESP Off permite bastante liberdade para se usar a atitude modulável e a agilidade da Ranger, criando assim condições a momentos de condução bem divertidos.

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