Vejam: é o Baleno renascido. Está diferente de quando o conhecemos, nos anos 90, e estreia um pequeno motor 1.0 Boosterjet que revela a sua faceta mais apetecível.

Em reminiscência para com o antepassado dos anos 90, o Baleno renasce com uma cultura de “emergente”, criado a pensar nos mercados onde possa conquistar lugar a partir dos patamares de base. Também o Baleno original foi criado a pensar em outros mercados, do próximo Oriente ao mais longínquo, mas acabou a fazer carreira de valor na Europa.

Os tempos são outros, a Suzuki modificou-se, mas a apetência por fazer carros compactos mantém-se. Nesta segunda vida, o Baleno, feito em cima da plataforma do Ignis iM-4 posto à venda no Japão no início deste ano, aparece como um “hatch” corpulento, com proporções exteriores interessantes, apesar de não totalizar 4000 milímetros de comprimento, e um espaço interior de muito bom nível. Tem mais comprimento para as pernas que um Renault Clio ou um VW Polo e uma vida a bordo muito simpática, motivada, atrás, pelo conforto do amortecimento e, à frente, pela quantidade de equipamento, com destaque para as funções multimédia e navegação (veja a caixa ao lado). A posição de condução não é perfeita, mas é aceitável, até porque o volante regula em profundidade nesta versão GLX. A sensação dos comandos é boa, embora a direção seja muito sensível a todas as irregularidades que passam por debaixo das rodas. No mau piso, sofre bastante com os solavancos. Para manobrar é bastante confortável, até porque as manobras ficam muito mais fáceis graças à ajuda da câmara de marcha-atrás, que é de série nesta versão.

O motor Boosterjet de três cilindros é um pequeno prodígio e basta ver os valores de aceleração: 10,3 segundos aferidos por nós, arrasando com o valor anunciado! Como tem o regime de binário máximo posicionado em cima das 2000 rpm, faz longos percursos de estrada e autoestrada a gastar pouco (veja as médias de consumo). Ressente-se mais a 120 km/h e em cidade, mas o contributo dos pneus de baixo atrito acaba por ser decisivo para uma média ponderada de 5,8 l/100 km, que não é nada de se deitar fora. É pena ter um depósito pequenito, de 37 litros apenas, o que limita tiradas acima de seiscentos e poucos quilómetros sem reabastecer.

Por outro lado, os pneus de baixo atrito, fundamentais para a economia, são uma pecha considerável no desempenho dinâmico. Não aderem por aí além, fazem demasiado ruído em curva a velocidades tão ridículas como 40 km/h e não ajudam a fazer grandes números nas travagens.

Se o leitor não liga muito s estes preciosismos do comportamento em curva e dá muito mais valor a uma rica relação entre preço e equipamento, dê uma olhada atenta a este Baleno. Só pelo motor “mil” Boosterjet já vale bem a pena.

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