Passou de Citroën a DS mas manteve a fórmula do descapotável que só abre o tejadilho.  Funciona melhor do que parece e o motor Diesel de 120 cv dá uma ajuda.

Procure um pequeno descapotável com motor Diesel de 120 cv e rapidamente vai chegar ao DS3 Cabrio 1.6 BlueHDI, como o que vê nesta página. Na versão Sport Chic e somando meia dúzia de opcionais, como o ecrã tátil de 7”, ajuda ao estacionamento com câmara, jantes de 17”, pintura metalizada e capota com trama “DS” o preço chega aos 29 932 euros, mas ainda recebe nos vidros laterais traseiros uma silhueta do palácio de Versalhes (!?) para não se esquecer de onde vem a marca DS.

Acerca do DS3, que foi lançado em 2009 como Citroën e que, entretanto, transitou para a nova marca DS, não há muitas novidades. O exterior levou um “restyling”, por dentro mudou quase nada e esta versão cabrio continua a ter um teto de lona de excelente qualidade, que recolhe até ao topo do vidro traseiro, ou até mais abaixo. Nesta posição, o retrovisor interior deixa de fazer falta e os turbilhões no habitáculo são piores que num descapotável integral.

A posição de condução é boa, com ajustes suficientes, mas a ergonomia de alguns comandos secundários, como os que controlam o ecrã tátil, está ultrapassada. Há espaço para quatro mas a mala é pequena e de acesso muito estreito e, com jantes de 17”, este DS3 mostrou-se um pouco duro em mau piso, situação em que a ausência do tejadilho demonstra como se perde rigidez. Ainda assim, a dinâmica é eficiente e até divertida. Quanto ao motor 1.6 BlueHDI de 120 cv, já é conhecido de outros modelos e quando tem que puxar apenas 1200 kg, claro que consegue prestações muito boas. O elevado binário máximo de 285 Nm coloca alguns desafios à motricidade mas a caixa manual de seis é uma preciosa ajuda: basta “meter uma acima” e tudo se resolve.

Falando de despesa, os consumos em cidade ficam-se pelos 5,6 l/100 km o que ajuda a compensar o preço.

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