Anda tudo atrás do Diesel, e este singelo três cilindros turbo a gasolina à espera para levar a si e aos amigos às melhores festas do verão.  As vantagens vão para lá do preço, mas sendo o Clubman um aspirante a Premium de segmento C, a missão vai ser dura.

De todos os Mini, o Clubman é dos menos mini. Pelas dimensões, pelo formato e até pelo posicionamento, não é exatamente um segmento B e é praticamente um segmento C, o dos familiares compactos. Tem o espaço a bordo semelhante ao de um VW Golf, uma mala maior, mais funda e com a particularidade de a ela se aceder por via de um portão que se abre em dois. Tudo isto está construído em cima da plataforma de veículos de tração dianteira do grupo BMW, que até ao momento ainda não proporcionou num BMW propriamente dito que seja especialmente emocionante, ao contrário dos Mini, que são configurados e afinados para passar uma experiência de condução diferente, mais arrebitada e radical.

No caso específico desta versão One, o Clubman tem a sua expressão mais simples. Anda bem, mas não é para correrias; gasta pouco, mas não é como o Diesel; tem a emoção mais purista de um motor a gasolina, mas não é um Cooper. Sendo uma expressão acabada da necessidade de fazer “downsize” e diminuir a capacidade dos motores, o três cilindros 1.5 turbo é, ainda assim, a prova de que o tamanho não importa assim tanto. Se tivesse o motor Diesel de 116 cv do Clubman One precisaria de menos 1,5 segundos para chegar a 100 km/h e de 0,8 segundos mais para completar um quilómetro. E acabaria a gastar mais 1,3 l/100 km. Compreende-se o desejo pelos Diesel, mas esta é a única forma de ter um Clubman, com os seus cinco lugares de familiar compacto, a sua apresentação interior original e as suas seis portas, por menos de 25 mil euros. E o motor até é mais refinado que o Diesel.

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