Decidida a dar emoção à gama, a Renault lançou o Talisman TCe 200 EDC.  Mais do que um conceito familiar e… bonito, este 1.6 turbo revelou-se um bom cartão de visita.

Mergulhando de cabeça num segmento que até há bem pouco tempo renegava a terceira geração do Laguna, a Renault reforça a aposta no Talisman, modelo que parece querer, pouco a pouco, recuperar o tempo perdido no segmento D por parte da marca francesa.

E se lhe dissermos que este Talisman é o… TCe 200? Sim, este é um sedan a gasolina que utiliza o mesmo motor do Clio RS, o que pode ser um bom chamariz para quem não abdique deste combustível mais “emotivo”. O motor TCe debita 200 cv e possui 260 Nm de binário disponíveis às 2000 rpm, tratando-se de um bloco sobrealimentado de injeção direta que foi alvo de afinações específicas ao nível da admissão variável e do turbo, estando exclusivamente associado à caixa automática de dupla embraiagem EDC de 7 velocidades.

Neste carro, torna-se ainda mais evidente o (bom) trabalho do sistema de quatro rodas direcionais (4Control) com amortecimento pilotado (opcional por 1100 euros). Depois de ultrapassado um período de adaptação (em que viramos mais do que o necessário, especialmente a baixa velocidade), damos por nós a curvar a velocidades pouco consentâneas com o espírito familiar deste sedan. Como referimos, o menor peso do motor 1.6 (face ao 1.6 dCi) sobrecarrega menos a frente, tornando esta versão ainda mais ágil. Como que guiado por carris imaginários, curva sempre mais depressa do que suporíamos possível, num desafio constante que termina quando o bom senso impera ou quando o permissivo (mas sempre vigilante) controlo de estabilidade atua. E toda a eficácia referida é conseguida sem que o conforto se ressinta em demasia, honrando os pergaminhos da marca neste campo.

As prestações do motor 1.6T são convincentes sem serem assombrosas, cativando mais pela disponibilidade a baixos regimes e pela resposta pronta mesmo abaixo das 2000 rpm, que pelos números alcançados. Os consumos alinham pela mesma bitola: raramente chegam a ser alarmantes e a média ponderada de 8,0/100 km é positiva.

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