Dois anos depois de ter reformulado o conceito SX4, com a mudança de posicionamento e até do nome do modelo, a Suzuki lança agora o restyling. Falta arrojo no design e conteúdos tecnológicos, mas o 1.6 DDiS com tração integral convence na dinâmica.

A Suzuki renovou o SX4 S-Cross. Nesta nova fase passa a ser conhecido apenas pelo apelido, mas mesmo com as campanhas de desconto não terá vida fácil no mercado. Precisa de se conseguir afirmar num segmento que faz as delícias dos portugueses, o dos SUV, e onde o apelo das estética e multiplicidade de gadgets influencia grandemente a compra.

A grande renovação acontece na secção dianteira que ganha um aspeto mais de jipe. Lá dentro, a maior novidade vai para a inclusão do sistema de “infotainment” que foi herdado do Vitara.

A unidade em ensaio é uma 1.6 DDiS GLX com sistema Allgrip, tração integral que pode ser aprimorada escolhendo os modos “Sport” ou o “Mud/Snow” com função “Lock” (bloqueio da embraiagem Haldex responsável pela repartição do binário pelos dois eixos). Por defeito, rolamos em modo “Auto”, ou seja, a passagem de tração é feita de acordo com as necessidades do momento, mas fica mais acutilante em modo Sport, que atenua a tendência subviradora, ainda que as diferenças sejam mínimas em piso com boa aderência. O motor é o 1.6 de 120 cv da Fiat, já conhecido da anterior geração.

Continua a não ser dos mais silenciosos do mercado, e a insonorização também não faz muito para esconder o ruído. Mas a resposta ao acelerador é boa logo desde as 1800 rpm. Os primeiros metros mostram uma suspensão condescendente com o mau piso, apesar das jantes de 17’’ com pneus 215/55. A caixa de seis tem uma operação suave, é precisa, mas ruidosa. Já a direção mostra-se robusta, com quase total ausência de vibrações. Em autoestrada, o S-Cross progride de forma suave, com os 120 cv a fazerem bem o seu papel nos regimes mais altos. Todavia, nota-se o arrasto e o peso da transmissão Allgrip, especialmente em ritmos elevados. Quando se passa para estradas com muitas curvas, percebe-se que a carroçaria não adorna muito mantendo sempre um bom controlo da massa. É ágil, o que lhe permite encarar alguns troços de fora de estrada. Já para transpor obstáculos, a altura ao solo (18 cm) não deixa muita margem.

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