Este Smart pode ser tão divertido quanto um videojogo. Até pode ser natural, tratando-se de um Brabus, mas a nova geração põe mais ênfase na performance e na interligação ao condutor.

O Smart Fortwo é superprático para estacionar, incrivelmente fácil de manobrar com o seu reduzido diâmetro de brecagem, mas só tem dois lugares e não é a escolha mais óbvia para fazer uma viagem Porto-Lisboa pela A1, sem pitstop técnico para mudar as águas.

A versão Brabus amplia essa experiência de condução para o patamar “muito divertido”. Continua a não ser um carro para autoestrada, mas é um brinquedo que se atira de um lado para o outro com um sorriso na cara em qualquer estrada nacional ou regional. O fenómeno “roda maior atrás que à frente” não é novo e a associação com a Yokohama neste modelo também não, o que faz com que a combinação rodas/pneus, mais o peso quase todo colocado atrás, permita uns belos momentos atravessados, com a traseira a fugir, precisando apenas de meia faixa para isso acontecer. Como o motor passou a ter 109 cv, com pressão de injeção ampliada para 2 bar, e o escape faz barulho de carro de corrida, também estão garantidas umas saídas em potência vistosas, sobretudo aquelas em que se corrige a direção no exato momento em que o Smart Brabus se preparava para rodar sobre o próprio eixo (nessa altura, o controlo de estabilidade intervém e resolve). Tudo muito fácil, apenas a pedir uma direção melhor – em curvas de média velocidade, é preciso quase meio-volante para sentir que o Smart está a ir para onde o manda.

O motor tem uma vivacidade interessante e a caixa de dupla embraiagem faz uma gestão ajuizada dos ritmos, a ponto deste Brabus fazer recuperações de respeito, combinando a potência com o binário disponível nos regimes médios e o baixo peso.

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