Depois de renovar toda a gama de modelos com a tecnologia Skyactiv, a Mazda começa a apurar e a refinar a qualidade dos seus produtos. Agora foi o 3 a ganhar novos argumentos, com retoques que vão da estética à mecânica, sem mexer na potência dos motores.

Não é fácil perceber o que mudou no Mazda 3. Principalmente quando o olhamos do lado de fora. Os faróis dianteiros estão mais estilizados e são em LED e os de nevoeiro ganharam um novo formato mais afilado. Se observarmos o renovado Mazda 3 com mais atenção, percebemos que a secção dianteira está, até certo ponto, mais parecida com a do 2. As jantes de 18” também têm um novo desenho, mais moderno e em linha com a estética apelativa do 3. Não é um carro de paixão, mas é um carro com uma identidade muito própria, tal como acontece com todos os produtos do construtor nipónico. Lá dentro há mais mudanças. O volante foi redesenhado, está mais desportivo e com uma pega que “cai” melhor nas mãos. Os espaços de arrumação foram redimensionados e transformados em áreas mais funcionais. Agora há um travão de mão elétrico e os bancos dianteiros são mais envolventes. O corpo encaixa melhor e a posição de condução é quase desportiva.

O que interessa, todavia, avaliar é a integração do sistema GVC (G-Vectoring Control), que comanda de forma integrada o motor, caixa e chassis para aumentar o “feeling” de condução e o High-Precision Boost Control, solução que aumenta o controlo de pressão do turbo e melhora a resposta do acelerador. Tudo isto parece ser o conjunto de sistemas perfeito para deixar o 3 brilhar no comportamento. E ele brilha, mas falta alguma potência ao 1.5 Skyactiv-D, o que é pena. A agilidade do chassis é boa, assim como o tato dos comandos e da caixa de velocidades, que tem uma precisão ao estilo da que conhecemos no Mazda MX-5, todavia o motor mantém os mesmo 105 cv e sabem a... pouco. Utilizar este 3 em cidade é uma delícia. Suave, silencioso e muito solícito, perde parte dos argumentos quando se começa a puxar por ele. Esgota cedo, pouco para lá das 3000 rpm, e se tentarmos que o regime suba mais, começa a ouvir-se demasiado.

O 3 destaca-se ainda na qualidade de construção, no desenho jovem do interior, mas peca por alguma falta de funcionalidade dos comandos no volante. Para podermos testá-lo com maior detalhe teremos de esperar pelo segundo trimestre de 2017, altura em que será lançado no mercado com níveis de equipamento e preços em linha com os atuais.

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