O famoso Duster, que nasceu de uma plataforma velhinha, não tinha ESP e só tinha ABS porque era obrigado, agora já tem uma caixa de dupla embraiagem. E que bem que lhe fica.

Nascido de um projeto com muitos anos e nunca especialmente devoto de ser uma referência em matéria de qualidade, conforto ou segurança, o Dacia Duster vive há sete anos sob uma aura de “produto low cost”. Nada que lhe belisque o orgulho – pelo contrário, até tem feito maravilhas pela sua divulgação comercial. A verdade é que o Duster continua a ser dos mais pragmáticos negócios custo/benefício em modelos crossover de dimensão compacta e isso não o tem impedido de se modernizar: os comandos dos quatro vidros passaram para a porta (a localização ainda não é brilhante e o joelho esquerdo acerta-lhe com frequência), é possível emparelhar um smartphone e ter uma utilização minimamente prática dos sistemas de bordo, e até já pode ter uma câmara de marcha-atrás (opcional, 150€) para ajudar em manobras. A maior novidade, porém, é a caixa EDC de dupla embraiagem, que traz ao Duster um conforto de utilização que não tinha. Representa um investimento de 1500€ e só se associa ao motor Diesel (4x2), mantendo consumos controlados e retomas de velocidade despachadas. Tratando-se de um carro com apetência para todos-os-caminhos, a primeira e a segunda velocidades são bastante curtinhas, mas as passagens de caixa são sempre bastante suaves e o conforto de utilização sobe vários pontos na tabela. Podemos sempre usar o modo manual/sequencial, mas, com franqueza, nem vale muito a pena, sobretudo porque desvirtua o principal motivo pelo qual o Duster passou a ter uma caixa automática: para proporcionar um conforto e um relaxamento que talvez nenhum de nós, algum dia, associasse a este modelo.

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