No 520d, a versão Efficient Dynamics volta a ter umas alterações com vista à poupança de combustível, mas o mais relevante é esses “pozinhos” resultarem numa redução no pagamento de impostos sem prejudicar as excelentes habilidades dinâmicas.

Para relembrar: há cerca de 10 anos, a BMW assumiu o slogan Efficient Dynamics para todos os carros, com um sentido de “a dinâmica é muito boa, mas também é eficiente, isto é, nem sequer gastam muito”. Com a criação de novas versões e a evolução de alguns motores que, para cumprirem as emissões cada vez mais apertadas viram os consumos subirem, a BMW decidiu criar variantes tecnicamente mais afinadas para a contenção dos consumos e chamou-lhe especificamente Efficient Dynamics (ED), o que significa que em determinada altura tivemos BMW que eram duplamente ED. Na altura, os consumos mais baixos dessas versões especiais foram conseguidos com a redução de atrito de algumas peças, nomeadamente nos motores e trem rolante, com eletrónica mais “calma” destinada a amortecer as provocações do acelerador, e com a suspensão mais baixa para melhorar a aerodinâmica. Isto tudo junto e acrescentando uma fase da BMW em que os seus modelos tinham um acerto de suspensão especialmente firme e quase exclusivamente justificável para quem quisesse levar o carro para a pista, tornou alguns BMW ED estranhos de conduzir: por um lado muito reativos, por outro demasiado filtrados. Pois no caso deste 520d ED passámos para uma fase oposta: mesmo rebaixado é confortável; e até no modo “adormecido” de acelerador é célere.

Mesmo com a suspensão mais curta (18mm) e firme, e nesta unidade especificamente com a inclusão da Line Sport (opcional por 2000 euros) que impõe as jantes de 18 polegadas da fotografia e bancos mais duros, o amortecimento é sempre muito filtrado; incomparavelmente mais suave e confortável do que no Série 5 da anterior geração. As pequenas irregularidades da estrada não chegam ao habitáculo e as grandes são diluídas em movimentos progressivos.

O rebaixamento da suspensão e a alteração nos modos de funcionamento das alhetas dinâmicas da grelha dianteira, que gerem a abertura e fecho consoante as necessidades de arrefecimento do motor, resultam numa melhoria aerodinâmica no CX de 0,24 para 0,22 face ao 520d normal. Fisicamente, além disto, só há diferença no depósito, que é mais pequeno quatro litros ajudando à redução de 20 kg no peso total, ainda que este valor seja muito relativo ao nível de equipamento de série, a que nenhum BMW, na verdade, se limita. Resta dizer que o 520d ED arranca sempre no modo de condução Eco Pro e não no “Normal” como os BMW... normais, e que a caixa de oito velocidades automática também recebeu outro tipo de programação, ligeiramente mais lenta e pensativa nas reduções, sem chegar a ser lerda.

São estas alterações que conseguem uma redução nas emissões e, portanto, o pagamento de menos imposto, apesar do 520d ED ser mais caro à saída da fábrica. Na prática, conseguem-se, de uma forma consistente, consumos mais baixos porque o 520d inicia a marcha sempre no modo mais económico, que embora menos enérgico, já não é incomodativo por demasiada falta de ação no acelerador.

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